Escritórios em Carnaxide

Carnaxide, 2021

Carnaxide

Escritórios em Carnaxide

Localização: Carnaxide, Oeiras

Programa: Serviços / Reabilitação

Área: 324,20m2

Ano: 2021

Estado: Construído

Arquitetura: Cidade Branco Arquitectos

Construção: Junqueira Construções

Fotografias: David Pereira

Num edifício localizado em Carnaxide, numa zona marcada por grandes armazéns e lojas de grande dimensão, que tinha sido outrora um laboratório de medicina, iria nascer um edifício de escritórios. Este edifício iria receber a empresa do próprio proprietário, mas estando perante um edifício de cerca de 5000 m2, sobrava ainda muito área para receber mais empresas. É neste sentido que somos desafiados a desenhar um espaço comum para todos os que trabalham e podiam vir a trabalhar nesse edifício: a copa ou refeitório.

Conceptualmente desejava-se que este refeitório pudesse ser a imagem do edifício, que tivesse a função de refeitório mas que também pudesse ser uma zona de lazer, de relaxamento e até possível zona de se poder trabalhar se necessário.

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Fomos desafiados então a desenhar este espaço e dar-lhe identidade e estética própria, para que este espaço de alguma forma definisse o estilo e estratégia que o restante edifício iria receber, isto porque se tratando de um edifício com uma dimensão considerável, a intervenção no edifício não se pretendia de uma vez só, pretendia-se um intervenção faseada e que deixasse margem para as diferentes empresas/equipas que se fossem juntando ao espaço pudessem ter alguma liberdade de adaptação, mas tivessem uma linha condutora de imagem e estratégia para o espaço no geral.

O edifício em si é marcado por uma linha industrial, de armazém, no seu interior é marcado por pavimentos vinílicos e tetos falsos técnicos pouco elegantes mas essencialmente funcionais para o tipo de uso que tinha, por outro lado o edifício é marcado por uma estrutura de betão nobre e bem executada.

Fez parte da nossa estratégia para o espaço tirar partido da beleza da estrutura de betão do edifício, por isso a proposta passa por retirar o teto falso técnico revelando a laje de betão bonita e decapar os pilares para mais uma vez convivermos com o betão à vista. Sendo um espaço de refeitório, o espaço foi pensado para que a limpeza fosse fácil e os próprios matérias fossem higiénicos, minimizando zonas de juntas onde se acumula sujidade. Neste sentido aparecem matérias que vão marcar o espaço, nomeadamente o linóleo do pavimento – material sem juntas que permite um rodapé redondo de fácil limpeza – e o “corean” nas bancadas de apoio – um material que permite ser fundido e não tem juntas, mais uma vez permite uma limpeza mais fácil e acumula menos sujidade.

planta

A sustentabilidade dos materias foi uma preocupação, onde destacamos o linóleo material feito à base de componentes naturais, os candeeiros que foram desenhádos por nós e feitos artesanalmente com verga e o mobiliário de apoio que foi comprado em segunda mão onde a madeira ao natural é o material prinicipal.

Foi através do pavimento que trouxemos um rasgo de criatividade: inspirados na típicas toalhas de pequenique axadrezadas (normalmente em tons vermelhos), desenhámos um padrão para o pavimento com base nesse padrão mas em tons de verde e assim colocámos a “toalha no chão”, sendo um espaço de refeição e fazendo então a analogia ao piquenique.

 

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